A Técnica de Escrita de Isaac Asimov, Inspire-se

Rosto sorridente de Isaac Asimov ainda jovem, sem as grandes costeletas, em frente a uma multidão de robôs olhando para o infinito.

Asimov foi um dos maiores escritores de ficção científica de todos os tempos. Escreveu ou editou mais de 500 livros, centenas de contos e ensaios, e enviou 90 mil cartas e cartões-postais para seus fãs ao redor do mundo. A técnica de escrita de Isaac Asimov rendeu livros que abrangeram nove das dez categorias principais do sistema decimal de Dewey, que classifica o conhecimento humano. Ele é mais conhecido por suas obras épicas como a série Fundação, que recentemente teve uma versão em streaming lançada pela Apple TV, mas também escreveu sobre Shakespeare, a Bíblia, limeriques, história antiga e até um guia para o uso da régua de cálculo.

Como ele conseguiu produzir tanto? Quais eram os segredos de sua técnica? Neste artigo, quero explorar junto contigo alguns dos hábitos e estratégias que Asimov usava para desenvolver sua escrita de ficção científica com um estilo único, destacando as qualidades e citando também as limitações do autor, pois até as grandes mestras e mestres das Artes as possuem, e até mesmo essas limitações sempre têm muito a nos ensinar.

Escrever todos os dias, sem desculpas

Eita que essa é braba até pra mim, hein. 😬

Mas vamos lá, uma das características mais marcantes da rotina de Asimov era sua disciplina para escrever todos os dias, independentemente de estar inspirado ou não. Segundo um perfil publicado pelo jornal New York Times em 1969, ano em que eu nasci, Asimov começava seu dia de trabalho entre 9h30 e 10h da manhã. Ele digitava mais de 90 palavras por minuto em sua máquina de escrever elétrica, com uma outra máquina ao lado, de reserva em caso da primeira quebrar. Asimov fazia apenas pequenas pausas e trabalhava até tarde da noite. Ele ia para a cama às 10 ou 11 da noite, provavelmente esboçando um roteiro para a próxima parte do livro em seus sonhos. Por meio desse processo, ele às vezes produzia um livro inteiro em poucos dias.

A abordagem de Asimov para a escrita era semelhante à de um operário que coloca tijolos na parede. Ele desprezava a ideia de “bloqueio criativo”. Seu pai era dono de uma loja de doces no Brooklyn que abria suas portas às 6 da manhã todos os dias, quer ele quisesse ou não, e Asimov seguia o mesmo princípio: escrever era seu trabalho e ele o fazia com dedicação e profissionalismo, inspirado ou não.

Chuva de canivetes

Certa vez li um relato do autor que dizia que ele e o restante da família dividiam uma casa tão pequena, que praticamente tinham que passar uns pelos outros todo o tempo, e que se ele, Isaac, não tivesse aprendido a ler, estudar e a escrever estando imerso em todo tipo de distração, não teria chegado nunca até onde chegou. Eu não consigo este nível de foco (quem consegue? Imersos como estamos na guerra por atenção das mídias sociais), claro, mas me esforço para ser capaz de criar e até escrever em situações com barulhos e distrações, algumas vezes consigo entrar no “fluxo” e escrevo bastante, mesmo que esteja “chovendo canivetes”, como se dizia antigamente.

Escrever com um estilo simples e direto

Asimov preferia um estilo de escrita completamente despojado de adornos literários. Seus personagens eram tão simples e os diálogos tão funcionais que se aproximavam do mínimo telegráfico da linguagem. Não havia descrições detalhadas dos cenários, nem metáforas elaboradas, nem subtextos psicológicos. O foco era na trama e nas ideias científicas que ele explorava em suas histórias.

Esse estilo dava poder e imediatismo às suas palavras, envolvendo o leitor. E o escritor creditava à essa abordagem mais do que qualquer outra coisa a sua alta produtividade. Ele escrevia em um ritmo rápido e direto e atacava sua máquina de escrever, acreditando que a quantidade era melhor do que nuances de qualidade.

Características do estilo Asimoviano

O estilo objetivo de Asimov pode ser identificado por algumas características principais:

  • Uso predominante da voz ativa, que torna as frases mais claras e objetivas;
  • Tempo presente, que dá mais agilidade e dinamismo à narrativa;
  • Discurso indireto livre, que permite ao narrador incorporar os pensamentos e sentimentos dos personagens sem usar aspas ou travessões;
  • Substantivos concretos e verbos de ação, que evitam ambiguidades e abstrações;
  • Uso moderado de adjetivos e advérbios, que evitam excessos descritivos e qualificativos;
  • Uso moderado de conjunções coordenativas e subordinativas, que evitam orações longas e complexas;
  • Uso moderado de pronomes e sinônimos, que evitam repetições desnecessárias;
  • Uso moderado de pontuação, que evita interrupções e pausas na leitura.

Escrever com uma estratégia arquitetônica

A técnica de escrita de Isaac Asimov usava uma estratégia arquitetônica para planejar as obras do autor. Ele definia seções, subseções e títulos para orientar a composição. Esse método também é conhecido como “planejar-escrever-revisar” e é tradicionalmente ensinado nas escolas. Assim, as autoras e autores do estilo arquitetônico:

  • Planejam antes de escrever; depois escrevem; depois revisam;
  • Tendem a escrever sequencialmente;
  • Adotam uma abordagem pragmática para a escrita.

Essa estratégia permitia que Asimov tivesse uma visão clara do que queria dizer e como queria dizer. Ele não perdia tempo com divagações ou experimentações. Ele sabia exatamente qual era o objetivo de cada parte do texto e como elas se conectavam para formar um todo coerente.

Vantagens da estratégia arquitetônica

A estratégia arquitetônica tem algumas vantagens para a escrita de ficção, como:

  • Facilita a organização das ideias e dos argumentos;
  • Propicia a construção de uma trama lógica e consistente;
  • Mantém o foco e a coerência;
  • Tora mais rápida a revisão e a correção do texto.

Análise crítica de trechos das obras de Asimov

Para ilustrar melhor a técnica de escrita de Asimov, vou analisar criticamente alguns trechos de suas obras, destacando os pontos fortes e fracos de seu estilo.

QT-1, Cutie

O primeiro trecho é do livro “Eu, Robô” (1950), que faz parte da série Robôs, onde Asimov criou as famosas Três Leis da Robótica, que regem o comportamento dos robôs em suas histórias. O trecho é do conto “Razão”, que narra a experiência de dois técnicos que trabalham em uma estação espacial com um robô chamado QT-1, ou Cutie, que desenvolve uma forma de religião baseada na lógica e na razão, enquanto administra uma estação espacial que capta energia solar e a envia para a Terra sob a forma de um feixe de energia.

Cutie balançou a cabeça lentamente.

— Você não entende. Não espero que entenda. Você é apenas um homem pobre e imperfeito. Mas eu o perdoo e faço votos para que alcance a Luz algum dia.

Powell tentou controlar a raiva crescente.

— Veja aqui, Cutie. Você pode se considerar um profeta e pode pensar que está cumprindo as ordens do Mestre; mas há homens no espaço sideral que dependem de nós. Se alguma coisa acontecer ao feixe quando houver uma espaçonave por perto, os homens morrerão.
— Que é um homem?
— Um homem é… — Powell engoliu em seco — …um bípede racional.
— Não é verdade — disse Cutie com calma. — A definição é insatisfatória. Se você se refere à humanidade como um todo, trata-se de uma simples generalização a que não corresponde nenhum objeto físico concreto. Se você se refere a um indivíduo humano, trata-se de um exemplo de uma classe muito baixa de robô; tão baixa que é realmente muito difícil lidar com eles. Por que se preocupar com eles?

Neste trecho, observamos algumas características do estilo de Asimov: a mistura de ficção científica com elementos de filosofia e psicologia, o uso de diálogos ágeis e inteligentes, o humor sutil e irônico, a exploração das implicações éticas e morais da tecnologia e da ciência, a criação de personagens robóticos carismáticos e complexos, ainda que guiados por apenas três leis essenciais, estas são interpretadas pelos autômatos asimovianos conforme as circunstâncias limítrofes às quais sãos expostos.

Neste exemplo, alguns pontos fortes do autor são: a capacidade de criar tramas envolventes e originais, a clareza e a fluidez da narrativa, o domínio dos conceitos científicos e lógicos, a habilidade de abordar temas universais e atemporais.

Alguns pontos fracos do autor perceptíveis no trecho (ou no conto) acima são: a falta de descrições detalhadas dos cenários e das emoções dos personagens, a pouca presença e profundidade das personagens femininas, muitas vezes totalmente ausentes, a tendência a resolver os conflitos de forma rápida e conveniente.

O enciclopedista

O segundo trecho que analisaremos é do livro “Fundação” (1951), que faz parte da série Fundação ou Trilogia da Fundação, que foi eleita a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos em 1966. O livro conta a história da humanidade em um futuro distante, onde o cientista Hari Seldon prevê a queda do Império Galáctico e cria um plano para preservar o conhecimento e acelerar o surgimento de uma nova civilização. O trecho é do capítulo “O Enciclopedista”, que apresenta o protagonista Salvor Hardin, prefeito do planeta Terminus, onde está localizada a Fundação, uma instituição dedicada à elaboração de uma enciclopédia galáctica.

Hardin permaneceu calado por um momento. Depois disse:

— É claro que você sabe o que penso sobre isso tudo.
— Sei — respondeu Fara impaciente. — Você pensa que deveríamos nos preocupar menos com os problemas locais deste planeta bárbaro em particular e mais com os problemas gerais da Galáxia como um todo.
— Exatamente.
— E você está errado! — Fara bateu com o punho na mesa com tanta força que os papéis se espalharam. — Você é um Enciclopedista, Hardin. É um dos fundadores da Fundação. E a Fundação foi criada para…
— …para compilar uma Enciclopédia Galáctica — completou Hardin com uma careta. — Eu sei. Ouvi essa ladainha a vida inteira. Mas você já se perguntou por que o dr. Seldon nos mandou para cá? Por que ele nos colocou no fim da Galáxia, a um ano-luz do planeta habitado mais próximo, e a quase cinquenta do planeta que tem uma biblioteca decente? Por que ele nos isolou assim?
— Ele tinha seus motivos — disse Fara vagamente.
— Pois é, tinha mesmo. E eu gostaria de saber quais eram.

Neste trecho, podemos notar outras características do estilo de Asimov: a construção de um universo ficcional vasto e detalhado, o uso de conceitos matemáticos e históricos para fundamentar a trama, o foco nos aspectos políticos e sociais da ficção científica, a criação de personagens humanos astutos e pragmáticos.

No segundo exemplo, alguns pontos fortes do autor são: a visão ampla e abrangente da história da humanidade, a criatividade e a originalidade das ideias, a coerência e a consistência interna do universo ficcional, a habilidade de prender a atenção do leitor com reviravoltas e surpresas.

Alguns pontos fracos do autor aqui são: a repetição de fórmulas e padrões narrativos, a falta de emoção e de suspense nas cenas de ação, a pouca variação e desenvolvimento dos personagens, a tendência a simplificar e idealizar as soluções dos problemas, conforme falamos no exemplo anterior.

Um porém

Nesta última questão tenho um porém, acho que cabia ali a esperança do autor que o primata humano um dia conseguisse domesticar seu núcleo primitivo e resolver suas questões mais com a razão do que expressando suas limitadas emoções com os punhos. Podemos criticar o tom um tanto ingênuo do Mestre neste quesito, mas não sua esperança de que sejamos mulheres e homens melhores, um dia.

Como escrever ficção científica com o estilo de Asimov

Então, vamos lá para a prática, se você quer aprender a escrever ficção científica com o estilo de Mestre Asimov, aqui estão alguns exemplos e dicas que podem te ajudar:

  • Escolha um tema científico que o fascine e pesquise sobre ele. Asimov era um cientista de formação e se interessava por diversos campos do conhecimento, como física, química, biologia, história, robótica, matemática e astronomia. Ele usava esses temas como ponto de partida para suas histórias, imaginando as implicações e as consequências de suas descobertas e invenções;
  • Crie personagens que sirvam à trama e às ideias. Asimov não se preocupava muito em desenvolver a personalidade ou o passado de seus personagens. Eles eram apenas veículos para expressar as ideias científicas que ele queria explorar. Por isso, seus personagens costumam ser estereotipados, como o cientista brilhante, o detetive sagaz, o vilão ambicioso ou o robô obediente;
  • Use diálogos para explicar conceitos complexos. Asimov usava os diálogos como uma forma de simplificar e esclarecer os conceitos científicos que ele apresentava em suas histórias. Ele fazia com que os personagens conversassem entre si sobre as teorias, os experimentos, os problemas e as soluções que envolviam a trama. Assim, ele evitava longas exposições narrativas que poderiam entediar o leitor;
  • Crie um cenário futurista plausível e consistente. Asimov era um mestre em criar mundos futuristas que pareciam possíveis e lógicos. Ele se baseava nas tendências e nos avanços da ciência e da tecnologia de sua época para projetar como seria a sociedade, a política, a economia, a cultura e a religião em um futuro distante. Ele também mantinha uma consistência interna em seus cenários, evitando contradições ou incongruências.

Foco nas qualidades do estilo de Asimov

O estilo de Asimov tem suas qualidades e limitações, como já vimos. Entre as qualidades, cabe reforçar pois se destacam esses faróis que devem nos guiar, escritoras e escritores:

  • A capacidade de transmitir ideias complexas de forma simples e clara;
  • A habilidade de criar tramas envolventes e surpreendentes;
  • A originalidade e a criatividade na exploração de temas científicos;
  • A produtividade e a versatilidade na escrita.

Um dos aspectos mais notáveis da escrita de Asimov é sua capacidade de criar cenários futuristas plausíveis e fascinantes, baseados em conceitos científicos sólidos. Em sua série Fundação, por exemplo, ele imagina um império galáctico em decadência, que pode ser salvo por uma ciência chamada psico-história, capaz de prever o comportamento coletivo das massas humanas. Já nos seus contos sobre robôs, ele explora as implicações éticas e sociais de uma tecnologia que cria seres inteligentes e sensíveis, regidos pelas Três Leis da Robótica. Em ambos os casos, Asimov demonstra uma grande habilidade em construir tramas complexas e surpreendentes, que desafiam a imaginação do leitor.

Você pode saber muitos detalhes sobre as técnicas literárias de construção de mundo neste outro artigo que escrevi sobre o tema.

Personagens carismáticos e memoráveis

Outro ponto forte da escrita de Asimov é sua capacidade de criar personagens carismáticos e memoráveis, que representam diferentes facetas da personalidade humana tão objetivamente que são quase estereótipos, mas habilmente manejados pelo autor, cria vínculo e fascínio em leitores e leitoras. Alguns exemplos são o detetive Elijah Baley, que investiga crimes envolvendo robôs em um mundo superpovoado e claustrofóbico; o matemático Hari Seldon, que funda uma organização secreta para preservar o conhecimento humano diante do colapso do império; e o robô R. Daneel Olivaw, que se torna um aliado e amigo de Baley e Seldon em suas missões. Esses personagens são dotados de qualidades e defeitos que os tornam verossímeis e simpáticos ao leitor, além de servirem como porta-vozes das ideias e valores de Asimov.

Existem técnicas para se construir personagens assim, escrevi um artigo somente sobre a criação de personagens, não perca.

Atenção às limitações do estilo de Asimov

No entanto, reforço não como crítica, mas como humanização do autor, que a escrita de Asimov também apresenta alguns pontos fracos, que podem ser atribuídos às limitações de seu tempo e contexto. Entre as limitações, posso destacar novamente algumas que, certamente, se ele estivesse aqui, o Isaac ia querer te ver superar:

  • A falta de profundidade psicológica e emocional dos personagens;
  • A escassez de descrições sensoriais e estéticas dos cenários;
  • A tendência à repetição de fórmulas narrativas;
  • A dificuldade em lidar com temas sociais e culturais.

A falta de diversidade e representatividade em suas obras, especialmente no que diz respeito às mulheres e às minorias étnicas é um ponto essencial que você, autora, autor, precisa acrescentar ao estilo do Mestre, ao se inspirar nele, pois Asimov falhava nesse sentido. Em geral, seus protagonistas são homens brancos, cientistas ou intelectuais, que ocupam posições de destaque e liderança. As mulheres, quando aparecem, costumam ter papéis secundários ou estereotipados, como esposas, assistentes ou interesse romântico dos heróis. As minorias étnicas são praticamente inexistentes ou retratadas de forma superficial ou preconceituosa. Essas características refletem a visão de mundo de um homem branco, judeu e americano, que viveu em uma época marcada pelo machismo, pelo racismo e pela Guerra Fria.

Mais ideias que sentimentos

Outro ponto fraco da escrita de Asimov é sua tendência a privilegiar a exposição de ideias em detrimento da descrição de emoções ou sensações. Em muitos momentos, seus diálogos soam artificiais ou didáticos demais, servindo apenas como veículos para explicar conceitos científicos ou filosóficos a quem lê. Suas descrições são breves e objetivas, sem muitos detalhes ou figuras de linguagem que enriqueçam a narrativa. Suas cenas de ação ou romance são pouco elaboradas ou convincentes, deixando a desejar em termos de tensão ou emoção. Essas características revelam a formação acadêmica e a preferência pessoal de Asimov pela razão em vez da emoção. Em nossa atual cultura, permeada por extremismo, isso certamente faz falta, mas o agridoce das emoções precisa fazer parte de nossa criação literária, com a intensidade da experiência humana, sempre que for possível e coerente.

Ainda assim, sem igual

Asimov pode até não ser perfeito, mas sem dúvida nenhuma ele é vasto!

O cara é um escritor que se destaca pela sua imaginação prodigiosa, pelo seu conhecimento científico e cultural, pelo seu humor refinado e pela sua capacidade de entreter e educar ao mesmo tempo. Suas obras são referências obrigatórias para as fãs e os fãs de ficção científica e para os interessados em discutir os dilemas e os desafios da humanidade em relação à tecnologia e à ciência.

Cabe, então, a nós que escrevemos, nos inspirarmos e carregarmos a tocha adiante. Aprendendo com os gigantes que vieram antes de nós, e levando-os mais além. Mesmo parecendo impossível, nosso dever é esse: ao menos tentar de coração superá-los, levando consigo A Grande Arte (de contar histórias) o mais longe que nos for possível, pois, apesar de nossos limites, podemos sempre fazer coisas incríveis.

Até breve!

Por Wagner RMS.

Algumas fontes consultadas para escrita deste artigo:

A Técnica de Escrita de Isaac Asimov, Inspire-se
Espalhe Nosso Amor pela Leitura!

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